03/07/2023

Liveness: o que é e como funciona

Descubra como a prova de vida digital auxilia no combate à fraude

Indira Bovolenta Indira Bovolenta
Liveness - Imagem de uma tela com uma página saindo de dentro dela e o recorte de uma foto de uma face

Hoje em dia, tudo pode ser feito online, acessando apenas um site ou aplicativo, e abertura de contas bancárias não ficou para trás. Basta preencher as informações necessárias, enviar os documentos solicitados e tirar uma selfie. Mas… como garantir que a foto foi tirada naquele momento? É aí que entra o Liveness Detection, uma tecnologia semelhante ao desbloqueio facial de celulares e que é muito útil na prevenção à fraude. 

O que é Liveness? 

Liveness Detection, também chamado de prova de vida, é uma tecnologia de biometria facial que tem como objetivo verificar a identidade de um usuário, garantindo que a pessoa que está utilizando o dispositivo é realmente quem afirma ser. Utilizando inteligência artificial e diversos algoritmos, essa tecnologia analisa se a pessoa está “ao vivo” ou se uma falsa representação (como uma outra foto, por exemplo) está sendo usada. 

Tipos de Liveness 

Existem dois tipos de Liveness: o ativo e o passivo. 

  • Liveness ativo: o usuário precisa executar uma ação, como sorrir, mexer a cabeça, mexer os olhos, piscar, etc., para confirmar que não se trata de uma falsificação. Além disso, alguns sistemas também podem reconhecer a fala ou solicitar interações adicionais com o dispositivo para garantir a autenticidade. 
  • Liveness passivo: não é necessário que o usuário faça uma ação específica além de tirar uma ou mais fotos. Nesse caso, os algoritmos detectam se o usuário está ao vivo por meio de outras propriedades da imagem que não envolvem o movimento. 

Ambos os métodos são utilizados para reforçar a segurança nas verificações de identidade, e a escolha entre Liveness ativo ou passivo depende do contexto e das necessidades específicas de cada sistema de autenticação biométrica e do negócio. 

Importância e benefícios do Liveness 

Hoje, muitos processos que antes exigiam presença física estão migrando para o ambiente digital. Embora essa transformação seja positiva, também surge a necessidade de implementar medidas para combater as tentativas de fraude nesse novo contexto. 

Assim, o Liveness surge como uma solução de validação de identidade via biometria facial, ou seja, ele garante que a pessoa é quem ela diz ser usando os dados do rosto dela. A singularidade dos traços faciais torna os dados praticamente impossíveis de serem roubados ou falsificados. Além disso, os algoritmos do Liveness podem identificar se uma foto foi realmente retirada naquele momento ou não — o que não impede os fraudadores de tentarem burlar o sistema, como veremos mais para frente. 

Assim, o Liveness se torna uma ferramenta valiosa na prevenção de fraudes de identidade, e sua eficácia é tão reconhecida que até mesmo a prova de vida do INSS agora pode ser realizada digitalmente por meio da biometria facial. ;

Tentativas de burlar os algoritmos do Liveness 

É claro que ser uma tecnologia segura não impediria criminosos de criar formas sofisticadas de burlar ela.  

Uma das tentativas mais comuns é usar outra imagem e alterar o brilho do dispositivo para enganar os reflexos gerados pela captura para validar a imagem. 

Outra tentativa, por mais clichê que possa parecer, é o uso de máscaras, que vão desde uma simples máscara 2D com buracos nos olhos e na boca para executar as ações no Liveness ativo; até máscaras 3D hiper-realistas, usadas em casos muito específicos por serem mais caras e mais difíceis de se produzir. 

Fraudes mais antigas também estão sendo adaptadas para esse contexto. Por exemplo, no chamado Golpe do Brinde, o fraudador vai até o endereço da vítima com um suposto brinde e, antes da entrega, tira uma foto da pessoa com o pretexto de que é para validar sua identidade. Assim, ele consegue usar aquela imagem para aplicar diversos golpes. 

Além disso, há o “injection“, no qual o fraudador utiliza um aplicativo que simula a câmera para injetar uma imagem da galeria no momento da captura da selfie, enganando o reconhecimento facial e fazendo com que a foto pareça ter sido tirada naquele momento. 

Porém, existe uma outra ferramenta que vem ganhando destaque nos últimos tempos que pode substituir todas essas estratégias e que representa um desafio para o setor antifraude: o deep fake. Essa tecnologia é capaz de criar vídeos falsos, executando ações baseadas apenas em uma foto da vítima, facilmente encontrada nas redes sociais.  

Assim, o mercado precisa estar constantemente atento e investindo na melhoria das tecnologias para impedir esses ataques e garantir que o Liveness continue seguro e eficaz. 

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